quarta-feira, 2 de agosto de 2017

6 Perguntas a...

As VIII Férias Desportivas chegaram na semana que passou ao seu final e para nos fazer um rápido balanço da atividade e da sua importância entrevistámos Gonçalo Costa – Responsável pelos escalões de formação do MRCB, que faz uma breve análise às mesmas.


1 - Boa tarde Gonçalo, um balanço sobre esta edição das Férias Desportivas?

O balanço desta edição das Férias Desportivas da Aldeia do Rugby é bastante positivo, foram 6 semanas de muito trabalho, algumas dores de cabeça, mas onde os objetivos foram concretizados. O principal objetivo da realizaçãos das Férias Desportivas era cativar novos atletas para o clube, nomeadamente para os escalões de formação. Como é óbvio esse balanço só poderá ser feito quando a próxima época começar, mas pelos feedbacks que fomos recebendo por parte das crianças e jovens e também por parte dos pais, cremos que o objetivo será atingido.

2 – Quantos participantes tiveram estas 6 semanas?

Durante as 6 semanas tivemos cerca de 30 participantes diferentes por semana, dos quais muitos deles fizeram 4/5 semanas das 6 semanas disponíveis. Realço que mais de 50% dos participantes que tivémos não são atletas do nosso clube, ou seja, não praticam a nossa modalidade o que reflete o bom trabalho já feito das edições anteriores por parte do nosso diretor técnico, Rui Rodrigues.

3 – Sendo já a VIII edição, que importância atribuis a esta atividade para o clube e para a aldeia?

Como já foi dito anteriormente esta atividade tem a sua importância para o clube em relação à captação de novos atletas. Como já foi referido, grande parte dos participantes com que contámos nunca tinham tido contacto com o rugby e foi nas FDAR que tiveram a oportunidade de aprender e jogar esta modalidade que tem vindo a crescer ano após ano na nossa região e em Portugal. Face à importância que as Férias Desportivas têm na nossa aldeia, considero que estas podem ser um meio de aproximação do rugby à aldeia e assim mostrar que o MRCB está pronto a receber todos de igual forma.
Considero também que é um meio de desenvolvimento local pois, ao longo das Férias Desportivas, várias atividades foram realizadas pela Moita e outras aldeias, enfatizando os locais mais emblemáticos da região.


4- Em que medida consideras o desporto importante como ocupação dos tempos livres?

Muita gente olha para o desporto como uma forma de competição, mas o desporto não é só competição, também é uma forma de lazer ou uma forma de recreação. Principalmente com crianças, considero que é muito importante elucidá-los para a importância da diversão e participação e não só na competição. O desporto é um fator muito importante de ocupação de tempos livres pois este pode: promover a boa saúde física e psicológica, desenvolver a capacidade de sociabilização e comunicação, a formação pessoal da pessoa, estimular o sentido de solidariedade, amizade, cooperação e no espírito em equipa.
Considero ainda que, enquanto futuro profissional na área do desporto é fundamental usá-lo como ferramenta que vise o desenvolvimento das crianças. Vamos continuar a deixar as crianças a passarem o seu tempo livre sentados em frente de um monitor? Ou vamos incentivá-los a saírem de casa, a socializar com outras pessoas, a fazerem exercício físico? Acho que esta segunda opção é melhor, mais importante e muito mais saudável. Devemos ter noção que as crianças de hoje são o nosso futuro e é crucial investir no seu desenvolvimento de uma forma lúdica, pedagógica, desportiva e em contacto com a natureza, evitando que a tecnologia os torne totalmente sedentários.

5- Se pudesses dar um conselho ou sugestão aos pais dos nossos participantes, o que lhes dirias?

O conselho que posso dar aos pais dos nossos participantes poderia ser para incentivar os seus filhos a praticar desporto seja ele qual for. O desporto tem uma grande influência no crescimento e desenvolvimento das crianças: aprendem a trabalhar em equipa (falando em desportos coletivos), é aqui que muitas vezes começam a ter métodos de concentração e de foco, fazem novas amizades, existe a competição onde aprendem a ganhar e a perder, para além de prevenir bastantes problemas de saúde entre das quais a obesidade. Portanto, apelo a que incentivem os vossos filhos a praticar desporto. No entanto, como não poderia deixar de ser, sugiro o rugby por ter a certeza que aqui, os vossos filhos aprenderão a ser indivíduos conscientes e solidários.


6- Olhemos para o futuro. Rugby porquê? Tu que já passaste nos escalões de formação do clube fazes parte da equipa Sénior do Bairrada, em que medida o rugby contribui para o teu dia-a-dia enquanto pessoa, atleta, estudante e cidadão?

Porquê o rugby? Primeiro é um desporto completamente diferente do que as pessoas que não estão tão envolvidas pensam, que só quem o vive sabe o que é. Segundo todos os valores que são transmitidos desde os sub-8 até chegar ao escalão sénior: o respeito pelo adversário, o espírito de sacrifício, o companheirismo dentro e fora de campo, o convívio e tudo mais que se poderia dizer mas nunca mais saíria daqui. Como nós dizemos o rugby é uma escola de vida, que eu subscrevo plenamente. Pratico rugby há 7 anos e vou iniciar a minha oitava época e os valores que o rugby me transmitiu desde que pratico esta modalidade trago-os para o meu dia-a-dia, sejam eles qual forem. Com isto quero dizer que o rugby não existe na minha vida apenas quando estou a dar treino, quando estou a ter treino ou quando estou em competição, o rugby está comigo 24H por dia. Antes do rugby pratiquei outros dois desportos, e na minha vida a expressão “à terceira é de vez” nunca teve tanto significado. Aqui tenho uma outra família para além da minha família biológica. Com tudo isto, o que mais posso dizer é que quem pratica a nossa modalidade pela primeira vez nunca se arrepende.

Queria deixar um obrigado a todas as pessoas que diretamente ou indiretamente contribuiram para mais um ano de sucesso das Férias Desportivas da Aldeia do Rugby.

Obrigado Gonçalo. Juntos somos mais fortes.

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